quarta-feira, 11 de maio de 2011


Ele te presenteia com um misto de sensações todos os dias. Se irrita quando lembra daquelas amigas que mandam mensagens fora de hora, fica triste ao recordar da briga que tiveram semana passada, ri quando ele - com um sarcasmo inocente - pergunta se toda a irritação por não encontrar um batom é pela tpm, e se enche de ternura quando lê as mensagens que ele mandou quando não conseguia esperar até o fim do dia para te ver. Está longe fisicamente, mas presente no seu coração. Você esquece do trabalho, da novela, de terminar seu livro favorito, apenas para se lembrar dele. E você entende que amar é esquecer. Sabe que os problemas estão ali, como sempre estiveram, mas o amor te impede de enxergá-los - eles se tornam insignificantes.
Pensar nele te impede de se doer; de se cobrar uma perfeição que não existe - porque ele te ama assim, imperfeita, e cheia de crises e medos e fantasmas-; ele te impede de ficar ouvindo músicas tristes no meio da noite, que te fazem ter uma falsa certeza de um futuro mais ou menos. Ele não te deixa ter uma vida mais ou menos. Você passa a ter uma vida de excessos - de sempre querer mais e mais. O desejo cresce junto ao amor, e aí vem a dependência. Você continua com sua vida de incertezas, sem saber o que virá amanhã. Mas nada mais assusta, porque você ainda terá o abraço dele quando o dia terminar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário