quinta-feira, 12 de maio de 2011


Hoje acordei com um humor invejável, a ponto de me espreguiçar lentamente na cama e me perguntar o que o dia reservaria para mim, e o motivo de toda essa felicidade. Abri os olhos devagar e olhei em volta em busca de meu celular. Eu - como qualquer ser humano - não uso relógio, porque meu celular vive ao meu lado. Olhei as horas. Passa do meio-dia. Me deixaram dormir em paz hoje. Ah, deve ser por isso o humor. Fiquei virando de um lado para o outro me perguntando que horas  a alegria ia embora. Não passou. Será que mais coisas me aguardam do lado de fora daquele quarto, pouco escuro devido à claridade que entra pelas frestas da janela? Depois de um tempo de enrolação (não tem graça acordar e logo levantar, não tem!), levantei e fui para fora. O almoço estava pronto. Ninguém veio reclamar que durmo até tarde e, por isso, não aproveito as manhãs (isso me irrita muito, mesmo, não tenho nada para fazer de manhã). Noto que o dia está nublado - ah, vai chover, então é isso. A chuva acalma meus ânimos e o cheiro que ela deixa nas flores me animam de um modo que pode ser considerado esquisito - como quase tudo vindo de mim. Mas não, ainda não é isso.
Já almocei, tomei banho e estou com a típica roupa “largada e sem vontade de aparecer na rua”, e, mesmo assim, essa paz não sai de dentro de mim. Ai meu Deus! Será que eu aprendi a viver? A ser feliz? Será que deixei de esperar demais de quem merece de menos? Ah, que é isso Gabriela, bobeira tua. Hoje deve ser mais um daqueles dias que você está cheia de esperanças. Logo passa. Mas, enquanto isso não vai embora, aproveita, porque o dia é seu!

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