sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Eu lembro da primeira vez que falei com você. Era uma noite fria, calma, as estrelas brilham mais do que o normal. Aparentemente só parecia mais uma garotinha que tinha o coração quebrado. Aquele tipo que não chorava, mas sentia dor. Aquela que tem medo, mas arrisca. Aquela que está sempre com um sorriso no rosto, mesmo que seja falso. A intimidade foi inevitável. Ou talvez até mais do que isso. Um romance. Não o mais surpreendente, sabe aquela história de que evolui de melhores amigos para namorados? Então, exatamente assim. Costumávamos imaginar como seria uma vida a dois, na qual a gente moraria em um apartamento bem no meio da cidade, perto de tudo. Profissionais bem sucedidos. Eu te buscando no trabalho, você reclamando do dia cansativo. Comeríamos as comidas mais loucas preparadas em casa, ou quem sabe, iriamos até um restaurante, ou até a praia assistir um por do sol. Cinemas ao sábados. Brigas e reclamações, dia e noite. Mas sabe, seria aquele perfeito, para nós dois, até porque seria eu e você. Ambos acreditavam que o outro era aquele alguém que te via de maneira diferente, aquele alguém que te transmite confiança. Aquele alguém que faz o sentimento ficar maior ainda mais quando se está longe, alguém que faz você encher seus olhos de lágrimas só de imaginar que está a milhares de quilômetros de ti e sorri ao saber que essa distancia não foi capaz para que digamos que o amor não existe. Um certo alguém que faz que todos os motivos para viver seja insignificantes perto dele.

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